Não entendeu?

sábado, 23 de abril de 2011

Viagem de número três...

Meio atrasado dessa vez, 5:30 da madrugada, 5:32 pra ser exato...
As últimas estrelas brilham no céu... é triste saber que logo elas sucumbiram à toda a luz que emana do Sol...

(...) Copo de café nas mãos, uma blusa para enganar o frio e uma calça ralada nos joelhos, um tênis surrado e os olhos fixos nos céus... papel e caneta a postos...  é, tudo pronto para a viagem...

...

... o silêncio... do que se trata afinal?
em meu mais rápido raciocínio afirmo ser a ausência total de ondas sonoras...
mas pensando melhor...   vai muito além disso...

... é como me disse um amigo em uma dessas noites passadas...

(...) porque nós nunca paramos para pensar nisso, nós nunca nos damos conta de como é o silêncio, o que é o silêncio...  (...)

"o que é o nada?"  (...)

... ao que respondi,
"O nada é apenas uma palavra à espera de tradução..."

... Alguém aí sabe me dizer o que é o nada?
Você leitor, pode me responder?

...   "o que é o nada?"

 "o que é a ausência de tudo?"

...

...  seria um exemplo disso as estrelas?  ...

... elas ficam lá em cima, brilhando, até que surge uma menor e menos brilhante, porém muito mais próxima, e anula quase que por completo a presença das outras...
Fazendo com que pareçam um "completo nada"

... é, eu sei, viajem errada...


(...) esse mesmo amigo disse algo que prendeu minha atenção...

(...) já reparou nas coisas ao seu redor?
este banco em que está sentado, por exemplo...
imagine quantas pedras existem nele, quantos outros elementos e substâncias compõe sua superfície, e até mesmo seu interior...

... ao que minha mente vai mais longe...  pensando...

(...) quantas partículas, subpartículas, quarks, bósons...
quantas pessoas já passaram por esse mesmo lugar, quantas histórias as pedrinhas deste banco guardam...

... histórias de amor, traição, saudades, ódio, solidão e felicidade...
quantos grupos de amigos já dividiram, aqui, uma garrafa de vinho, um pacote de doritos...
quantos assuntos surgiram e já morreram (quantos sentimentos...), nesse mesmo banco em que agora estou... do qual agora, faço parte da história...

(...) viagem errada?
... não, creio que não...

mesmo assim, termino o café... uma última virada do copo...
um último gole...
para calibrar os neurônios...

...

acalmá-los...

(...)

O Sol se levanta por detrás das montanhas...
imponente...
mostrando a meus olhos ( e ao resto do planeta...) seus raios...
raios que já iluminaram toda a história...

história que só ele conhece,

                                                         ... do começo...
                                                                                              ao fim... (...)


(...)

domingo, 17 de abril de 2011

Um dia qualquer...

Era um dia qualquer
mas nada era como hoje é
nem sabia eu viver
nem queria eu saber...

Era uma manhã qualquer
mas nunca eu tive fé,
nem sabia eu escrever
nem queria eu saber...

Era uma tarde sombria
escura como não devia ser
como nunca deveria...
como pôde algo assim morrer?

Era uma noite fria, 
no dia em que o amor morreu,
e eu nem sabia... e eu nem sabia...

                                           
                                           
                                        

                                             Guilherme Marcus Moreira

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Perdão

Não conseguimos apagar o passado, mas podemos aceitá-lo como experiência de vida.
Vivamos o dia de hoje livre das mágoas anteriores.
O perdão não é sentimento, mas um compromisso. E a opção de se mostrar misericórdia é não jogar a ofensa no rosto do outro.
Perdão é uma expressão de amor.
E você está preparado para perdoar?
Pois lembre-se: hoje você perdoa, amanhã poderá não ser perdoado.
Pois somos seres imperfeitos, egoistas e na maioria das vezes nos achamos donos da verdade, pense nisso e viva, mas de olhos bem abertos.
beijos
Tia Luh ( mãe do Sr. Lupin )

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia no parque

O homem e seu cão brincavam de disco
enquanto o homem olhava a bela paisagem
seu cão o olhava muito ansioso
(o disco é jogado)

Ele pensa em sua vida,
seus amigos e sua casa
e também na sua bela amada
(outro disco é jogado)

Em sua amada ele gosta de pensar
que para seus olhos é a mais perfeita
e os bons momentos em que estivera junto a ela
o homem adora relembrar

Ele sente falta do disco babujado
e procura seu fiel cão a correr.
O cão veio, animado, com um presente
aquela amada que estava em sua mente

texto dedicado à alguns de meus vários amigos, obrigado a todos
 

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