Não entendeu?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O ciclo vicioso da humanidade...

O ciclo vicioso da humanidade se deve ao fato de que a evolução tecnológica possa talvez nos levar a uma possível regressão moral...  


Nós temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas desfrutamos menos.
As pessoas tem casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; tem mais degraus acadêmicos, mas menos senso; tem mais conhecimento, mas menos sabedoria; mais medicina, porém, menos saúde.


Alguns bebem demais, outros fumam demais... Gastamos de forma perdulária, rimos menos, dirigimos rápido demais... Nos irritamos fácil, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV ou do Computador, ou dos dois...
As posses humanas foram multiplicadas, mas os valores reduzidos. Descobrimos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.


Adicionamos anos à extensão de nossa vida, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e voltamos, mas temos dificuldade em fazer coisas inúmeras vezes mais simples.
O ser humano conquistou o espaço exterior, mas não seu espaço interior. Fez coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpou o ar, mas poluiu a alma. Dividiu o átomo, mas não seus preconceitos...


Escreveu mais, mas aprendeu menos. Planejou mais, mas realizou menos.


Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de padrões altos e caráter baixo.
São dias de viagens rápidas, moralidade descartável, ficadas de uma noite só, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, drogar e matar...
São tempos em que há muito na vitrine, mas pouco no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe as palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente teclar Delete.






"Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz que irá determinar sua felicidade, mas sim o que você pensa sobre isso." - Dale Carnegie.







segunda-feira, 24 de maio de 2010

"We are here... In the pale blue dot..."

Vim aqui hoje divulgar um vídeo incrível, onde o próprio Carl Sagan narra um trecho de seu livro "O Pálido Ponto Azul":


Clique aqui para assistir -> Nós Estamos Aqui: O Pálido Ponto Azul (Legendado)

Recomendo a todos que assistam até o fim, é uma experiência unica, que sem sombra de dúvidas já mudou e vai continuar mudando pensamentos alheios por muito e muito tempo...  Após assistir a este vídeo, milhões de pensamentos e idéias me ocorreram, mas acima de tudo, percebi que a coisa mais triste e ao mesmo tempo inútil no ser humano, é o seu ego.

Garanto que vale a pena.




PS. O bug dos comentários foi corrigido.

domingo, 23 de maio de 2010

Como somos insignificantes...

Um dia você viaja para o interior, onde não há luz elétrica, ou cai a energia na sua cidade, e então durante a noite você olha pra cima e vê milhões de estrelas, muitas delas infinitamente maiores que o nosso Sol, centenas de galáxias, vê a imensidao do Universo e então se lembra de que o ser humano já explorou "um monte", mas esse "um monte" não é nem 1% do que você está vendo. 


Enquanto isso, nós estamos aqui na Via Láctea, três vezes menor que a nossa galáxia vizinha, Andrômeda. 


Você pensa em toda essa imensidão, todos esses planetas, galáxias, estrelas... e você aí, olhando pra cima com cara de bobo. 


Então pensa na nossa tecnologia e vê que mesmo com todos esses avanços ainda não achamos outros tipos de seres, então você repara como está impotente e perdido, menor que um grão de areia em frente a toda essa imensidão. Finalmente pensa sobre a raça humana, e percebe...


"Como somos insignificantes!"

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"But i'm not a slave to a god that doesn't exist..."

Bom, bastante tempo sem postar nada, por um simples motivo,

essa maldita preguiça, que vem me contagiando já há algum tempo.


Hoje, no entanto, resolvi postar e comentar sobre a letra de uma música, dica de um amigo (Marcelo), que é conhecedor de músicas do gênero.
Se trata da música "The Fight Song", do estranho e escandaloso Marilyn Manson...
Nesta música, se encontram trechos como:

"Nothing suffocates you more than the passing of everyday humanevents",

"But i'm not a slave to a god that doesn't exist" e

"I'm not a slave to a world that doesn't give a shit".

Dentre outros que não vou citar, por não serem tão bons quanto estes.

Analisando a fundo a letra, percebe-se que não se trata de mais uma canção escandalosa de Heavy Metal ou seja lá o que for, existe uma poesia com um certo "ponto filosófico" o que a faz se destacar das demais.

O primeiro trecho é simples, as coisas que acontecem todos os dias, a monotonia de se viver em um só lugar, aquela sensação de estar sempre esperando por algo que nunca acontece, os problemas do dia-a-dia, tudo isso sufoca as pessoas mais do que os piores problemas que enfrentam, pois essas são coisas que não se supera, é o preço a ser pago por se estar vivo.

Refletindo um pouco sobre o 2º trecho, consegue-se interpreta-lo de várias formas, uma delas, e talvez a mais lógica, nos diz que apesar de todo este mundo estar sujeito a um "Deus" existem pessoas que não se prendem a isso, independente de sua existência ou não-existência.

O 3º trecho me pareceu um pouco radical ao que entendemos à primeira vista, mas interpretando-o de um forma um pouco menos drástica, podemos entender que existem pessoas que não se entregam à alienação que os cerca, que não se deixam levar por pessoas que só querem prejudicar suas vidas e de quem está ao redor. Basicamente, pessoas que aprenderam a se defender do egoísmo alheio. Pessoas que sabem defender o "seu mundo".

Apesar de todos esses fatos que são revelados em simples músicas, ainda existem pessoas que se contentam com o dia-a-dia enxergando o lado bom das coisas, existem pessoas que acreditam em uma consciência criadora, existem pessoas que são esperançosas a ponto de crer que o mundo se salvará de toda essa alienação...
E o melhor de tudo, é que talvez elas não estejam erradas, talvez tudo isso, seja apenas uma transformação do mundo, em um lugar melhor...

Por hoje é só.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ontologia Sumaríssima

Bom, passando só para deixar esta poesia que encontrei, achei interessantíssima e quis compartilhar com vocês.

Ontologia Sumaríssima - Paulo Henriques Britto

Umas quatro ou cinco coisas,
no máximo, são reais.

A primeira é só um gás
que provoca a sensação
de que existe no mundo
uma profusão de coisas.

A segunda é comprida,
aguda, dura e sem cor.
Sua única serventia
é instaurar a dor.

A terceira é redondinha,
macia, lisa, translúcida,
e mais frágil do que espuma.
Não serve para coisa alguma.

A quarta é escura e viscosa,
como uma tinta. Ela ocupa
todo e qualquer espaço
onde não se encontre a quinta
(se é que existe mesmo a quinta)

A qual é uma vaga suspeita
de que as quatro acima arroladas
sejam tudo o que resta
de alguma coisa malfeita
torta e mal-ajambrada
que há muito já apodreceu.

Fora essas quatro ou cinco
não há nada,
nem tu, leitor,
nem eu.


Paulo Henriques Britto (Rio de Janeiro, 1951) - Além de poeta, é professor e tradutor. Estreou na poesia em 1982 com o livro Liturgia da matéria, depois publicou Mínima Lírica (1989) e Trovar Claro (1997) com o qual recebeu o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação da Biblioteca Nacional. Em 2003 publicou Macau, com este ganhou o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira. Depois Paraísos Artificiais (2004) e Tarde (2007). Considerado um dos grande poetas contemporâneos.

Boa Semana a todos... Por Hoje é só...

domingo, 9 de maio de 2010

Paradoxos

Já faz um tempo que não posto nada por vários motivos... preguiça, problemas, falta de tempo, enfim...

Hoje resolvi falar de paradoxos, vou começar colocando a definição que está na Wikipédia:

"Paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum."

Bom, o que me influenciou a falar disso foi uma conversa com alguns amigos há alguns dias.



Essa é uma das coisas mais complexas, se não a mais complexa, que há muito atormenta mentes pensantes pelo mundo afora, contradiz teorias, as desafia, etc...

Paradoxos são bons para uns e ruins para outros, tudo depende de suas crenças.

Vou citar aqui, três exemplos de paradoxos e depois dizer a quem favorecem e a quem desfavorecem:


1- Paradoxo de Deus:

"Considerando que o Deus cristão é onipotente e Absoluto, ele tudo pode, ele poderia então, criar um ser com mais poder do que ele mesmo ?
Se sim, ele não seria "Absoluto". Se não, ele não seria Onipotente."



2- Paradoxo do Big Bang:

"Se o universo, incluindo, tempo e espaço surgiram a partir do Big Bang, o que causou a famosa explosão criadora de tudo?
Considerando que sem tempo nem espaço, tal explosão seria impossível."



3- Paradoxo do Avô:

"Se você construir uma máquina que lhe permita voltar no tempo, e voltar pra época em que seu avô era apenas criança e o matasse, seu pai não iria nascer, logo você também não nasceria e consequentemente não iria ter criado a máquina que lhe permitiu voltar no tempo.
A pergunta é, se você não voltou no tempo, quem matou o seu avô ?"


No caso do paradoxo de Deus, fica claro que desfavorece aos cristãos, e favorece aos não cristãos e a algumas áreas científicas.

O paradoxo do Big Bang, desfavorece os criadores da teoria, os astrônomos, etc... e favorece aos religiosos que atribuem a criação universal a uma consciência superior.

E o paradoxo do avô desfavorece cientistas que se dedicam ao estudo de viagens temporais e aos crentes e esperançosos das viagens no tempo e favorece aos céticos da área.

Levando em conta tudo isso, posso concluir que os paradoxos estão aí para nos fazer tentar contorna-los, tentando de outros jeitos conseguir o que tanto se almeja, estão aí pra nos fazer pensar, criar novas teorias e, enfim, provar do que somos capazes.

Por hoje é só...

domingo, 2 de maio de 2010

"Humans"

Bom, sei que esse blog não tem como objetivo principal divulgar músicas ou falar sobre elas, mas ontem a noite escutando um cd que baixei, ouvi uma música cuja letra me deixou bastante intrigado e me fez pensar durante alguns minutos sobre o que realmente somos. Humanos ou estúpidos?

Se trata da música “Humans” da banda The Killers.

Eu fiquei pensando, em como somos estúpidos, em como sofremos por coisas que não valem a pena, em como nos preocupamos com coisas fúteis e inúteis, em como sempre nos apaixonamos pelas pessoas erradas, como primeiro sempre procuramos ajuda nas pessoas erradas, em como somos ambiciosos, invejosos e mesquinhos perante tudo.

E ao mesmo tempo fiquei pensando em como é bom o que sentimos quando sonhamos com algo que não podemos ter, em como é boa a sensação que nos atinge quando um amor não correspondido chega ao fim, em como a pessoa certa sempre aparece pra nos ajudar quando mais precisamos, em como é bom conhecer coisas novas e estar sempre aprendendo, em como é fascinante o tamanho do universo perante nós e em como existem tantas coisas e pessoas incríveis para se conhecer.


Enquanto pensava em tudo isso, minha consciência me crucificava me lembrando que a estupidez é apenas um atributo humano. Porém, se a estupidez faz parte do ser humano, deveríamos apenas aceitá-la, não ficarmos nos questionando sobre coisas “estúpidas”.

Creio que todo ser humano é estúpido, alguns mais, outros menos, mas todos são estúpidos. Estúpido a ponto de amar, a ponto de desejar aquilo que não pode ter, estúpido a ponto de querer descobrir tudo.

E acima de tudo, estúpido a ponto de sorrir e dizer “Eu sou humano.”


É um post pequeno, mas...

Por hoje é só.
 

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